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HEROD – Umbra (2013)

Publicado em setembro 5, 2013 em Albums
HEROD
Umbra
Gênero: Post-Rock, Experimental, Post-Metal
2013 – Sinewave

Download (113 MB)

Ouça “Collapse”:
[audio:http://sinewave.com.br/audio/herod_collapse.mp3]

Faixas

01. Penumbra
02. Collapse
03. Limbo
04. Blinder
05. Lumia
06. Silencio
07. Antumbra
08. Umbra

Release

“Onde não há luz, não há sombra…”

Por Victor de Almeida

Uma das poucas bandas que eu conheço bem é a Herod. Acompanho o trabalho deles desde 2010 e posso dizer que vi o Umbra nascer e se transformar. Vi toda a empolgação juvenil (algo muito em falta no cenário musical nacional), dedicação e resistência de uma banda que está junta desde 2006, mas que parece que está começando agora. E eu posso dizer, a Herod está apenas começando.

Minha relação com a banda começou em 2010. Eu lembro do Elson Barbosa me entregando em mãos, aqui em Maceió, uma cópia do CD que a Herod estava lançando. Absentia era um disco de pós-rock composto e gravado por um trio – além do Elson no baixo, a banda contava com Sacha na guitarra e Johnny na bateria. Os temas instrumentais, sem grandes adereços, produções ou orquestras fez minha cabeça durante alguns meses. Tanto que começamos a pensar num plano para trazer o show do disco para Maceió.

Um ano mais tarde, eu produzi a terceira edição do Festival LAB aqui em Maceió e, com a defasagem de um ano, fizemos o lançamento do álbum Absentia, já após a entrada do Lucas Lippaus (guitarra) na banda. Lembro que durante esse show a Herod apresentou uma “música que estaria no novo disco”. A música era “Silencio” e pode ser encontrada em um vídeo do YouTube gravado ao vivo durante o show. Ouvindo agora a versão final gravada, lembro com saudade (e bastante orgulho) do dia em que tiramos algumas lascas de cimento da parede do Armazém Uzina, casa em que realizamos o festival.

Mas de 2011 para cá muita coisa aconteceu. Esbarrando nas dificuldades de toda banda independente, a banda criou seu próprio site para buscar através do financiamento coletivo bancar parte da produção do álbum. O Buzzker foi bem sucedido e gerou uma grana que possibilitaria uma gravação com uma estrutura maior do que eles estavam habituados. E maior também foi o público com o qual tiveram a chance de testar seu repertório novo, frente a trinta mil pessoas, abrindo os shows da turnê brasileira do The Cure no início de 2013.

Umbra nasce, então, como uma obra coletiva. Seja por já trazer, desde o seu começo, a ideologia do crowd-funding ou mesmo pela abertura para participação de outras pessoas dentro do processo de criação do disco. A Herod que você vai ouvir nesse álbum não é um quarteto e, sim, um octeto. Digo isso porque a banda soube aprender com cada uma dessas trocas e tirar o melhor de cada um deles.

Além de produzir o disco, Joaquim Prado também participa tocando sintetizador em “Penumbra”, “Blinder”, “Antumbra” e “Umbra”, bem como, guitarra em “Collapse”, “Limbo” e “Umbra”. Ouvir Jair Naves gritando sem voz, como nos tempos do Ludovic, é um dos presentes que o disco traz. Foram feitos três takes vocais para “Limbo”; No terceiro, Jair já estava sem voz, falhando nos gritos e rouco. É justamente esse take que foi escolhido, casando com o clima claustrofóbico e desesperado da letra. Ainda participam: Cadu Tenório, da banda Sobre A Máquina (RJ), com os noises em “Penumbra”, e Filipe Albuquerque, da Duelectrum (SP), com o vocal em “Blinder”.

Em 05 de setembro de 2013, Umbra vai nascer definitivamente e será lançado para download gratuito pelo selo virtual Sinewave (www.sinewave.com.br). Um disco construído em cima de temas sombrios e pesados, referência ao título que significa “escuridão e sombras” em latim. Umbra também é um álbum baseado em melodias, no lado bonito e obscuro da escuridão, mesclando elementos do pós-rock, drone, rock progressivo e noise. Mixado por Joaquim Prado, no Panda Amarelo Estúdios, e masterizado por Sérgio Soffiatti, em O Grito Estúdios, Umbra também mostra uma evolução técnica no processo de gravação em estúdio. É um álbum que eu acredito ser um divisor de águas na discografia da Herod, mas que também mostra para outras bandas independentes que sim, é possível fazer algo com qualidade técnica superior nesses tempos. As ferramentas estão postas para todos, é saber aproveitar.

Mas acredito que, mais importante do que tudo que eu falei, Umbra não é um álbum que mostra a Herod de hoje. É um álbum que irá mostrar novos caminhos para uma banda que acabou de começar. De novo.

Sobre o Artista

Sacha: guitarras, drone, vocais
Lippaus: guitarras
Elson: baixo
Johnny: bateria

Links

— Facebook: https://www.facebook.com/herodlayne?fref=ts
— Bandcamp: http://herodlayne.bandcamp.com/

 
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