November 5th, 2009
Herod Layne @ Festival Calango

Marcelo Costa (Scream & Yell):
“Logo no começo do primeiro dia, o Herod Layne (foto acima), de São Paulo, chamou a atenção com um post-rock que ainda pode evoluir, mas já demonstra personalidade. O trio paulistano, que tirou os momentos calmos de seu set list para concentrar-se no barulho, deixou o palco 1 aplaudido por uma pequena audiência – que iria aumentar durante a noite. Elson, o baixista, usou até chave de fenda em seu instrumento. Improvisos a favor da música.”
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Tiago Agostini (A Day In The Life):
“Herod Layne – provavelmente a banda mais experimental do festival, os paulistanos mereciam um público maior para seu rock instrumental cheio de climas e noise.”
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Alex Antunes (Comunidade Bizz no Orkut):
“(…) bastante firmados em estéticas que têm suas origens nos anos 80. quer dizer, talvez o herod layne não afirme isso com tanta clareza: o sonic youth, influência confessa, é exatamente a banda que fez a transição para os anos 90, e pode ser vista como ícone destes. mas o fato é que, ouvindo herod layne, tive vários flash backs de coisas experimentais e um tanto obscuras dos 80, como section 25 (da fase inicial, circa ‘the key of dreams’, bem antes do hit eletrônico “reflection”) e o pré-etéreo dif juz. o herod layne afirma que escolheu suas músicas mais “pesadas” e menos “climáticas” em função do ambiente de festival roqueiro. mas o fato é que o herod layne, de certa forma, soará sempre mais climático do que pesado. e mais experimental do que climático. não só as estruturas das músicas são obsessivas e circulares, como o elemento catártico é sempre sabotado pelo (bom) baterista johnny dux, cujas conduções e acentos, sempre precisos, jogam criativamente no limite da desconstrução dos clichês rítmicos do rock. elson (baixo) e sachalf (guitarra) também não se permitem exibicionismos. na atitude fria que airton s, do plastique noir, chamou de coisa de ‘post rock’, parecem tocar exatamente nos limites e objetivos que se estabeleceram a priori, não investindo, não esperando e não se alimentando de uma atitude mais calorosa da platéia - o que é sagaz, visto que a reação que obtém de um público menos iniciado nas artes pós-roqueiras e abstrato-instrumentais é mais de estranhamento interessado do que de adesão. uma apresentação cerebral portanto, porém bastante agradável e mesmo corajosa.”
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